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quarta-feira, 12 de março de 2008

Aha! Xinga Xonga

Quanto de vocês já viram um chinês nas urgências de um hospital? Ou alguma vez presenciaram um enterro de um chinês? Ou viram uma campa asiática? Falo desde assunto tão tétrico porque, meus caros, descobri algo que muitos nunca poderiam acreditar que viria a ser descoberto! Descobri uma funerária para chineses. Por isso podem descansar, os nossos amigos quando morrem têem lugar para onde ir, não ficam a boiar de um lado para o outro, armados em "barbatana de tubarão". Confesso que estou mais aliviado, mas ao mesmo tempo um pouco melancólico por ter encontrado a resposta para este enigma que me (nos) intriga(va). Lá se vai um mito urbano. Dá-se recompensa a quem encontrar a mesma coisa na Mouraria.

Estas casinhas e bonequitas não são propriamente para a miudagem andar a brincar.

Não sei o que fazem com elas, mas calculo que as ponham a arder, para acalmar os espíritos pirómanos... Toda a gente gosta de pôr coisas a arder quando alguém vai desta pra melhor!

Mudando de assunto, meninas, quantas de vocês já viram as chinesas a fazer a depilação na Cabeleireira Marineide? Ou a pedir um "serviço" à Brasileira num desses antros de cêra e epiladys a que normalmente recorrem?! Pois é, é que, pelo menos neste sítio, a coisa é feita de outra forma. Não me perguntem como, mas involve fios a entrar de um lado da pele e a sair do outro (ao mesmo tempo que o Chi também lá vai fluindo de um lado para o outro). A senhora é que não parece ser lá muito simpática... mas isso é talvez característica inerente à profissão!

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sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Laranja Choque

No outro dia vi duas ou três bicicletas destas dispersadas estrategicamente pela zona da Midtown (onde fica a Time Square e outras dessas coisas engraçadas, por onde passam milhares de pessoas por dia). Uma bicicleta destas salta à vista, e quando a vista pousa, heis-que se revela que a bicicleta não pertence a um qualquer Hippie/Yuppie/Freaky, mas sim a uma marca... DKNY.
Há que louvar o espírito desta gente americana. De facto, o limite é mesmo a própria imaginação. Com uma pitada de imaginação e pró-actividade q.b. pode-se fazer de tudo. Desde idealizar e concretizar a matança de uma porrada de pessoas na escola do bairro, com o arsenal comprado no quiosque ao lado, até pintar uma bicicleta, pôr-lhe um cadeado e fazer publicidade vistosa e (potencialmente) gratuita num sítio onde a publicidade se paga aos milhões. Pretty cool...


quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Dia 49 - Dia de S. Valentim

Como a coisa é generalizada, e na América, depois do Natal as lojas começam logo a preparar-se para o dia de hoje, deixo-vos aqui uma foto que tirei à 3 semanas em Brooklyn. A senhora que se ali se vê passou algum tempo a olhar para a montra, não sei sei se a tentar escolher a combinação que mais se adequava aos seus gostos desvairados, se a tentar perceber se estaria ou não ready for love. Por hoje espero que se tenha decidido, e que tenha recebido uma caixa de bonbons, umas flores ou um peluche, senão só Deus sabe que tipo de antidepressivos terá de tomar, ou que "dates" extravagantes terá de aguentar para colmatar o seu vazio sentimental. A todos, um bom dia de S. Valentim.

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quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Música no Metro

Antes que a ideia geral que as pessoas têem de mim seja de que me estou a tornar um "snobalhão com a mania da cultura", com estas minhas ideias de ir ao Teatro e à Ópera e a coisas destas, deixo-vos com um vídeo que fiz a dois dos muitos músicos espalhados pelo metro de NY. Não temos de ir ao Lincoln Center para ouvir um sonzinho. Nas minhas passeatas já ouvi uma espécie de Jonhy Mitchel, um chinês a tocar uma espécie de alaúde chinoca, outro a tocar um género de xilofone com cordas, também chinoca e um Blues-Man Cowboy Japonês. Agora com máquina nova no bolso vou começar a trazer mais filmes deste pessoal.

sábado, 9 de fevereiro de 2008

Curiosidades - Jardins na Rua e Carros Suspensos

Tenho visto pelas ruas de NY uma coisa que me agradou sobremaneira (bela palavra) - Jardins Comunitários.
Algo do género,(hortas urbanas) já me tinham sido apresentadas pelo excelso Rui da Feira, mas o que tenho visto mais por aqui são mesmo pequenos jardins, aconchegados entre um e outro prédio, e cuidados pelas pessoas de um mesmo bairro. Outra coisa a exportar sem dúvida. Com um pouco de vontade, imaginação e mobilização, criam-se espaços mais verdes onde antes não existiam. E não se tem de ficar com o cú sentado à espera que a autarquia cuide de nós, porque, salvo excepções, eles ou estão-se pouco marimbando, ou simplesmente não percebem nada do assunto. Cada vez mais penso que deveremos seguir o caminho do virar as costas aos poderes políticos, mandar-lhes uma cuspidela de desprezo, chamar o vizinho, arregaçar as mangas e mãos à obra. Eles com os tachos, nós com as pás e as enxadas (ou foices e martelos, como quiserem). Eles têem que cumprir contratos com empreeiteiros e outros filbusteiros, enquanto pôem ao bolso os trinta dinheiros. A nós, bastaria que nos deixassem viver em paz, e não nos pusessem qualque género de obstáculos... Como diria o outro, que nos deixassem trabalhar... Que acham?
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um pequeno jardim comunitário em east village

um outro jardim comunitário, com uma escultura impressionante, também em east village

Desta feita em Harlem, menos exuberante mas com igual (ou maior) carinho

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Um outro tipo de Jardins. desta feita, suspensos. Para resolver o problema de estacionamento aqui resolveram pendurar os próprios carros, em sistemas de elevadores hidráulicos de forma um pouco aprateleirada devo dizer, a fazer lembrar cachos de uvas a cair em véspera de vindima, (ou dito numa forma menos Torga) caixas de arrumos a sobrar em prateleiras do IKEA.

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quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Visto que gostam de côr... East Village



Ora aqui está uma ideia à maneira. Mosaicos em postes de electricidade... a considerar..

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segunda-feira, 4 de fevereiro de 2008

Dia 37 - A Lavandaria do campus

A lavandaria do campus deve ser similar a tantas outras lavandarias que se vêem no mundo inteiro, começando na Alemanha até à Amazónia, da Bélgica ao Bangladesh e por aí fora até chegar do Zimbabwe a Zanzibar. Nada de especial. Máquinas de lavar, máquinas de secar...
Nesta lavandaria porém, não se encontram as personagens do costume, aquelas que se vêem nos filmes. É uma lavandaria um pouco solitária, por isso existe o tal ginásio. Aos domingos bem de manhãzinha, enquanto passeio por NY, normalmente passo por outras lavandarias bem maiores que esta, essas sim, cheias de gente (normalmente blacks e latinos, que das duas uma, ou não têem máquina de lavar ou têem um maior sentido de higiene comunitária), em grande azáfama de péugas e combinações, leituras e conversas de sabão. A lavandaria do campus é porém mais solitária.

Mas a razão porque falo aqui da lavandaria não se prende com a lavandaria per se mas sim com a moeda americana. Dimes, cents, quarters, enfim... Ainda estive umas semanas para atinar com aquilo. Os cents, (1cent) são moedas pequenas e escuras, como as nossas moedas de 2 cêntimos. Depois há as moedas de 5 cents claras e do tamanho das nossas moedas de 20 cêntimos de euro, mas mais achatadas. E depois há os dimes (10cents), moedas também claras e rídiculamente pequenas, do género 5 cêntimos das nossas. A maior parte da confusão era essa, as moedas de 5 cêntimos parecerem mais importantes que as de 10, mas no fundo não serem, e no meio da caixa do supermercado, pedia às velhotas para me seleccionarem as moedas a entregar (uma coisa curiosa, aqui nos states já vi muitos velhotes a trabalhar nas caixas de supermercado. Parece-me ser prática comum, não sei relacionado com alguma política de inserção geriártrica se relacionado com a idade de reforma adiada (nem sei há disso por aqui). Aparte dos tremeliques, até pareciam satisfeitos, só um pouco mais estafados... tirem as conclusões que quiserem..

Mas voltando à lavandaria e às moedas... Existem ainda as moedas de um quarter e um dólar. As de um quarter são de tamanho médio e claras (lembram-se das moedas de 20 escudos?) e as de dólar são douradas e um pouco maiores... mas também podem ser claras... o que também pode levar a confundir o mais inexperiente viajante... Aqui na lavandaria paga-se 1.50 USD para lavar e 1.50USD para secar e 0.50cents para o detergente. Não é caro, na bélgica pagava 3.80 euros só pela lavagem, a notícia não está aí. A notícia está em que as máquinas só aceitam os quarters, os tais 25 cents, e mais nada. Tenho de ter 3.50 dolares em moedas de 25 centimos para lavar a roupinha. São portanto 14 moedas de 25 cents que guardo todas as semanas. Se faltar uma moeda que seja... esquece. Claro que há máquinas para trocar moedas.. que aceitam apenas notas de 5, 10 ou 20 dolares, o que dá no mínimo um troco de 40 moedas!! Por isto tudo, é que nos filmes se descobrem grandes amores nas lavandarias... Há sempre a oportunidade de perguntar à miúda gira que segura na mão umas cuequinhas da Victoria Secret : "Tens 25 cents que me emprestes?" ...

Resumindo: É de doidos, um povo que já foi à lua numa carripana, ainda não ter descoberto a maneira de pôr as máquinas de lavar roupa a funcionar com outros trocos... e mais inútil é uma lavandaria sem cuequinhas da Victoria Secret a quem se possam pedir trocos...

Isto são as 14 moedas de 25 cents.

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quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

Verdades Transatlânticas!

Para aqueles que ainda duvidam que o meu clube é o maior do mundo aqui está a prova em como estamos em todo o lado! Esta foto foi tirada ao pé do ferry para a Liberty Island. E até o E Pluribus Unum!! vem nas moedas de um quarter e nas notas de dólar!! Ah caramba, que orgulho!
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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

quarta-feira, 16 de janeiro de 2008

Breves curiosidades de NY

Deixo-vos com mais algumas fotos que tirei no passado Domingo.
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A loja da Apple. Em vez de ser uma loja só de M&Ms é uma loja só de iPods e iCoisas. Bem ao pé da Tiffany (da canção breakfast in Tiffanys, conhecem, não conhecem?). É um cubo com uma maçã que brilha, e umas escadas que descem para uma cave cheia de iBrinquedos.

Na cave, uma loja cheia de consumidores em hora de ponta à procura do último choque tecnológico da fábrica da maçã. iMaravilhas de última geração!

Aqui, nada de especial. Táxis amarelos e lá ao fundo uma conduta de vapor. É verdade o que se vê nos filmes sobre o fumo a sair dos esgotos. Nas ruas mais movimentadas os serviços de NY colocam umas chaminés laranja para prevenir que os condutores se atrapalhem com o vapor se solta ao nível da estrada. Explicaram-me que este vapor vem do facto de que NY é umas das últimas grandes cidades a ter aquecimento através deste sistema de vapor de água. De vez em quando há umas fugas e como estar a tratar de todas as fugas ao mesmo tempo dá um trabalho desgraçado numa cidade tão grande, a curto prazo põem-se os ditos tubos. Claro que naqueles becos mal-amanhados dos filmes os vapores soltam-se directamente da tampa de esgoto. Nos prédios mais altos basta olhar para o topo e vêem-se umas chaminés também a carpir de volatilidade.

E as excentricidades americanas continuam. O Hummer é o tal super-jipe do exército convertido em automóvel de luxo, campeão em consumo de petroil. Melhor que um Hummer, só mesmo uma limousine Hummer... e melhor ainda... Branca! Chique. Deixem-me só salientar que esta mania das coisas grandes não é só americana. Já em Roterdão tinha visto uma limousine Hummer, mas era preta... não branca. Branca deve dar mais ar de luxo. Aqui em NY hás os táxis amarelos, mas também se pode facilmente alugar uma limousine. Vêem-se às patadas, grandes e há que dizer, um pouco bimbas. Qualquer turista aluga uma limousine com 30 euritos, para experimentar um pouco do status dos Gangsta Rappers...

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sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Dia 15 - Dia-a-dia - Labuta

Continuando no registo egocêntrico e conforme prometido, aqui ficam algumas fotos do "local de trabalho". Não é que tenha muito interesse...tem o interesse que tem, pronto, a mais não sou obrigado. Ultimamente tenho trabalhado muito, mais ou menos 12h por dia...mas quem corre por gosto não cansa. Isto é uma visão da coisa. Outra visão é que estou no desterro e francamente não há muito mais para fazer por estas bandas. Para congregar as duas visões, digamos que quem corre por gosto não cansa, e por mais que corresse para outro lado não iria dar a lado nenhum... Por isso prefiro estar por aqui, há café grátis e é quentinho.
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No segundo piso está o hall com o frigorífico a máquina de café, a água, a mesa com os jornais do dia e os infâmes baggels!! Os baggels, esses "pães" judeus, são bons à primeira vez e depois tornam-se insuportáveis se os tivermos de aturar todos os dias. Todos os dias há também fruta fresca e por vezes uns miminhos tipo bolo, sandes e chocolates. Mordomias aparte, este é o local de descanso do pessoal!

Aqui vou à net para escrever estes estúpidos posts sobre sanitas e tal. Faço também análise de dados e leio artigos e como M&Ms a olhar prá edição online da Bola e do Público. Por estas alturas o Luisão andava à pêra com o Katsouranis enquanto o Sócrates desalojava os flamingos do estuário do Tejo com os seus Bóeings de Alcochete. Ao meu lado trabalha a mulher do chefe... Porreiro pá!

E aqui é um dos sítios onde treino os meus ratos a serem eloquentes para depois lhes ler os pensamentos. A quantidade de fios é impressionante não é, e esses ecrâns e botões todos parecem todos muito importantes! É só estilo! Cada coisa destas está ligada a duas grandes caixas onde os ratos são treinados a irem cheirando umas coisas e a decidirem para onde virar a cabecita de forma a poderem beber água. Lá ao fundo podem ver um deles numa caixa à espera da sua vez. Vidas... Qualquer dia ensino-os a cantar Zeca Afonso e a recitar Pessoa. Um pouco de cultura nunca fez mal a ninguém, caramba!

E para acabar em estilo, para não pensarem que aqui é só neurociências e tal, e para mostrar que também há um pouco de arte, aqui fica uma escultura pendurada do tecto pelas escadas abaixo.Chama-se Twisting Dendrites (1999). Catita éin! Pode também ser a langonha assassina ou a revolta do burrié!

E assim acontece... Desculpem apenas as fotos nada artísticas. Se quiserem algum pormenor ampliado ou melhor documentado é favor preencher a requisição. Vemo-nos por aí..

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quinta-feira, 10 de janeiro de 2008

Dia 14- Dia a Dia - Lar doce Lar

Isto de contar histórias de viagens e aventuras é muito giro, mas ao fim e ao cabo a maior parte do nosso tempo é passado na vida do "dia a dia", aquela onde muito pouco acontece para além do "hábito". Como tive a sorte de mudar de quotidiano e como já se passaram 2 semanas desde a mudança, posso dizer que já sei o que é o meu dia-a-dia aqui. Sendo assim posso-vos mostrar onde passo as minhas 24h normais nos USA. Perdoem-me a egocentricidade...
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O meu quarto, não é pequeno, é acolhedor. Dotado de uma escrevaninha e de uma cama, tem prateleiras suficientes para pôr toda a roupa que poderia estar num guarda-roupa. Estando equipado com três ou quatro cabides as camisas dificilmente ficarão enrrugadas se forem tratadas com zelo. Vem equipado com termóstato em Fahrenheit (irreverentezinho) e situa-se preferenciavelmente entre os 68 e os 70 ºF. Todas as manhãs vêem com novas toalhas, um tubito de champoo, um de gel de banho e um de creme de corpo e ainda a cama feita. Chique! A vista dá para o lago e para umas árvores catitas. De vez em quando vêem-se uns patos e gansos a migrar pró Brazil, em busca de off-shores. (na foto não se vê porque é de noite e eles devem estar a dormir)

Todas as manhãs quando acordo vejo a luz ao fundo do túnel a caminho para a casa de banho. Estou a dormir no Blackford Hall building, mesmo por cima da cantina do campus, e dois andares acima do bar. Agora que o laboratório está aberto não morro à fome de certeza. Até agora este corredor é só para mim.Não há mais hóspedes e as únicas pessoas que encontro são as mulheres de limpeza. Como a maior parte dos que trabalham na limpeza, na cantina, na jardinagem são ou latinas ou africanas. Os ocidentais não costumam gostar muito destes trabalhos...

Chegado à casa de banho aqui está o chuveiro. Vocês já viram como a sanita é, agora apresento-vos o chuveiro ! A inspiração deve ter vindo do "cartier" nobre da capital holandesa, pois como podem ver, o chuveiro vem incluido com o tom de vermelho "porno", lâmpada e exaustão, tudo sem interruptor. Aqui não podem ver, mas a torneira para o chuveiro não vem em tons de água quente/água fria. Não percebi muito bem ainda como funciona a coisa mas entro sempre 5 minutos antes de tomar banho, rodo o manípulo e espero até que a água fique quente. Não sei quem decide o que é quente ou morno mas de certo não sou eu. Não há free-will no duche matinal. Para os que ainda se estão a perguntar o que raio é que está ali a fazer a lâmpada vermelha eu digo-vos... é para fazer calor quando a gente sai do duche, tipo para assar frango, estilo forno eléctrico. É bom, mas não convém ficar muito tempo ali debaixo pra não queimar o cucuruto.

No próximo post mostro-vos o lugar onde trabalho. Até lá.
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terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Dia 11 - Particularidades - A Sanita

Alguma vez se indagaram, enquanto viam os filmes americanos tipo Beethoven ou os 101 Dálmatas, porque raio é que os cães (ou os gatos) iam beber água à sanita? Nunca? É normal, vocês não são pessoas assim tão estranhas...Mas se pensarem um pouco no assunto... não faz muito sentido!

Eu nunca percebia o porquê, nem como é que o raio dos animais iam à sanita beber água. Pensava eu que se alguma vez o meu gato quisesse ir beber água à sanita iria ser uma carga de trabalhos!!

É que a água está lá bem no fundo, e decerto que ele iria ter de saltar bem lá para dentro, fazer os alongamentos necessários para lá chegar para depois ter de manter o equilíbrio na cerâmica da Revigrés, correndo o perigo de patinar e afundar a cabeça mesmo em cheio no meio do pia!
Mas nos filmes os cãezinhos apenas se debruçam e voilá, começam logo a beber, e os gatinhos saltam pra cima da tampa e com o mínimo esforço (se suficientemente ágeis) conseguem finalmente a sua recompensa!
Não fazia sentido! Os cãezinhos e gatinhos na América deveriam ter umas grandes linguiças!!

Pois meus amigos, eu desvendo-lhes o mistério!!
É que aqui na América a água da retrete vem bem até cá acima, depois de se puxar o autoclismo. E fica lá. Sempre em cima, como um grande lago. Em todas as sanitas de todas as casas dos USA há um grande lago. Sempre até cá acima. Claro que com um lago destes não é díficil imaginar os cãezinhos e os gatinhos a ir beber à sanita, sem muito esforço. Com um pouco de imaginação, até se poderiam vislumbrar aquelas cenas do Discovery Channel, com as girafas e as gazelas e logo depois os leões e os crocodilos a rumarem todos os dias para o mesmo lago, e a desenvolver complexas interações interespecíficas naquele ecossistema!

Quanto ao propósito último de uma sanita... não partilho grande opinião em termos da viabilidade desta cota de água. Sei que mais água se gasta (não se consegue muito bem controlar o autoclismo, aquilo ou deita, ou não deita, não dá pra deitar poucochinho e depois enche como tudo). Depois há sempre a questão dos salpicos, uma coisa quase inevitável , que torna díficil e desagradável a um homem que preza fazer as coisas como um homem que se preze faz (portanto, mijar em pé)! Sei também que após o serviço (qualquer que ele seja) o resultado é sempre muito, mas mesmo muito mais grotesco!
Vicissitudes do"American way of life".

Get the picture?!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

Dia 7 - Os dias andam frios



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sábado, 29 de dezembro de 2007

Day 1 - Passeata pelo Campus

Até à pouco tempo em CSHL trabalhava o sr. Watson que juntamente com sr. Crick descobriu o DNA. Conta-se que os senhores roubaram o trabalho a uma senhora Rosalind e que por serem senhores a coisa ficou por aí. Mas isso não interessa nada. A estátua é bonita!

Também há proteínas transmembranares heptaméricas.


E tradução de proteínas. As coisas globulares são os ribossomas. O fio é o RNA mensageiro.

Ao fundo fica o dormitório onde tenho a minha arrecadação e a cantina que ainda está fechada. Tenho de fazer 1km a pé até à delicatessen mais próxima. No enquadramento não podia deixar de estar a gloriosa bandeira! E pluribus unum.

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