terça-feira, 11 de março de 2008

Penúltimo fim de semana (em Hong Kong?)

Vocês já deviam estar a pensar "Então mas quando é que o gajo vai à Chinatown??" Fui lá no Domingo que passou. Especialmente para comemorar, proféticamente, a saída da China do catálogo americano de países desrespeitadores dos direitos humanos. Fico feliz pelos direitos humaos.
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Depois de Brooklyn, apanhei o dito metro com vista para o rio, desemboquei na Grand Street e percorri as ruelas que me levaram a ver esse grande caroço chinês da grande maçã. Uma autêntica cidadela de restaurantes chineses, mercearias de rua, bazares de 99cents, e as únicas peixarias que vi por toda a cidade.

Canal Street with Broadway- grandes placards a anunciar um whysky... em chînês. Nem vale a pena esforçarem-se muito para se integrarem, se até a boa pinga se deixa anunciar em mandarim.

a boa pinga e a boa trinca...

Ainda me enchi de coragem e entrei por um jardim autóctone adentro para ver o que vários destes senhores estavam a jogar. Não percebi muito bem, e confesso tive medo de perguntar, não fossem eles mandarem-me um olhar Maoento. Aliás, o mais provável era mesmo não perceberem o meu pobre inglês. (este meu preconceito já me chateia). O que me parece é que é provavelmente uma coisa tipo xadrez, ou o equivalente tuga.. a bisca lambida no Príncipe Real.

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Penúltimo Fim de Semana

No passado Domingo decidi voltar a Brooklyn. Desta vez à parte mais norte de Brooklyn, a parte mais "hip" de Brooklyn, Williamsburg. East of East Village, um sabor similar à sua irmã de Manhattan, Williamsburg é um bom sítio para passar um tempito a calcorrear as lojas de segunda mão e a ver os desenhos espalhados pelas ruas. Dizem-me que à noite o sítio é ainda mais engraçado. Fica para a próxima.
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Por estes lados o metro passa por cima das ruas. Para se sair da estação tem de se descer à rua. Para ir daqui até Manhattan de metro, atravessa-se uma ponte, com vista para o flanco de NY.

Finalmente. Ao Domingo à tarde, Basebal. Pelo que percebi, isto era mesmo um jogo entre duas equipas de bairro, com claque e tudo. A claque são aqueles senhores ali do lado esquerdo, com aspecto de gang mexicano e carros estacionados a bombar da bela música latina. Do outro lado do campo, uma equipa de Judeus vestidos de preto e com aqueles caracóis esquisitos treinava-se, provavelmente para o jogo seguinte. Há que dizer que visto de perto, o jogo até tem a sua piada. É ver com cada sticada na bola! PANG!

Andando um pouco mais a norte entra-se na zona polaca de Brooklyn. As pessoa têem um outro aspecto, falam-se línguas de leste e até os letreiros são escritos em polaco. Aqui é o sítio para encontrar bijouterias bimbas e retratos do nosso ex-papa.

Deste lado do rio dá para perceber como o Empire State é mesmo maior do que todos os outros mamarrachos. (não se esqueçam de descontar as possíveis intrepretações erradas oriundas da perspectiva.)

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quarta-feira, 5 de março de 2008

Utah - Na Mormandia



Passei os últimos dias em Salt Lake City, no Utah, lá prós meios do lado oeste do país. Fui para lá a pretexto de uma conferência de neurocoisas, cheia de pensantes de renome, nestas coisas do pensar.




O Utah é um estilo de terra santa para os mórmons. Fui passear ao que eles chamam de "o templo" e logo à entrada da zona heis que aparecem duas jovens mormons a perguntar se eu queria uma visita guiada, que era de graça, que eram só 30 minutos. Confesso que eu, e o meu amigo japonês, tínhamos ido de propósito ao sítio para ver o que nos tinham dito serem umas cândidas raparigas ao serviço do senhor. (os mórmons são conhecidos, entre outras coisas, por terem sido, durante muito tempo, uma sociedade polígama).


Aceitámos a visita e o resultado... uma lavagenzita cerebral bem simpática. As moças passam 18 meses em "serviço" ali. Estão representadas mais de cem nacionalidades e eles gabam-se de que todas as línguas com maior representação são ali faladas. Eu não fui muito esquisito e não pedi uma falante de brasileiro, fiquei-me pelo inglês, de Arkansas e do Ohio. Para ser justo, há uma grande dose de boa vontade e felicidade naquela gente. Mesmo que seja uma boa vontade e felicidade ... estranhas. Mas afinal, o que sei eu!?... Esquisito são mesmo os velhos e respeitáveis mórmons, com ar de rebarbados com uma confiança religiosa "legítima" que os desculpa toda a rebarbadice. Creepy!


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Ao fundo o tal templo. Pensei que a viagem passaria por ali, mas pelos vistos só mórmons, e apenas em certas ocasiões, é que podem entrar naquele género de convento de mafra, mas em pequeno. Ao lado, a redoma pertencente ao pavilhão onde canta o coro e se fazem umas missas. Tudo isto foi construído do nada pelo povo mórmon. Conta a história que um jovem rapaz chamado Joseph Smith (Zé Silva), resolveu que queria escolher uma religião, mas não encontrou nada de jeito. Como nestas coisas normalmente acontece, lá lhe apareceu o Senhor e o Senhor Jr. a dizer que tava tudo errado nas outras igrejas cristãs e que ele tinha sido escolhido como o novo profeta (CEO) do novo Franchise dos últimos dias. O jovem Zé lá foi espalhando a palavra do Senhor e, como normalmente acontece nestas coisas, ele e os seus seguidores foram sendo expulsos desde NY até chegarem ao cu de Judas (salvo seja), que é Salt Lake City com o seu um lago salgado..Como mais ninguém queria aqui viver, lá deixaram os mórmons em paz. Após algumas matanças de índios (isto suponho eu), o povoado foi estabelecido e o quartel-general do franchise ficou por este sítio ermo no Utah. Para ser mais fiel com a história, não foi o jovem smith que levou o seu povo a Salt Lake mas um outro "profeta". Smith não chegou a Salt Lake visto que foi morto por uma multidão furiosa do Illinois, isto depois de se ter tornado general e candidatado à presidência dos USA. Uma forma de vida bastante comum no mundo da profecia.



Algures durante a visita guiada somos levados a uma espécie de planetário com uma estátua de cristo (lindissima e espectacular, de acordo com as duas guias). Ali somos convidados à introspecção enquanto ouvimos Cristo (sim! ele próprio) a falar de forma hollywoodesca através dos speakers. Começa com: "I am the Son of God..."e por aí fora. De acordo com o livro dos mormons, parece que Cristo após aquela coisa toda da cruxificação em Jerusalém, ascendeu aos céus e "voou" sabem para onde?... pois claro... para a América. Cristo foi para a América. Como eu, eu também fui para a América. Não sei bem o que fez por cá, nem quando se decidiu a partir, mas decerto que a informação deve vir no tal livro. Depois desta sala levaram-nos para um outro sítio onde nos mostraram as obras de caridade que a comunidade faz (até que é impressionante) e deram-nos um planfetos, umas coisas para meter a morada, o telefone e tal e lá me fui embora, confuso da cabeça. Sei o que podem estar a pensar, e a resposta é não, claro que não lhes dei os meus dados verdadeiros. Fiquei de fazer uma boa acção nesse dia, acção essa que viria a ser a de ter pago um shot num bar ao tal amigo japonês. Ele em retribuição fez a boa acção de me pagar uma cerveja.




No Domingo saímos de Salt Lake City e a conferência passou a ser numa montanha num sítio porreiro onde, pelos visto, se encontra da melhor neve para ski na América O sítio era porreiro, tinha uma piscina (mesmo com toda aquela neve) e de facto a neve era de facto fofinha. Experimentei num dos intervalos da conferência fazer snowboard e, mesmo tendo passado no chão 60% do meu tempo, o resultado não foi tão desastrosamente doloroso como da primeira vez. Depois de ter feito sempre a mesma descida fácil, armei-me em campeão, e fui para uma coisa maiorzita, também para iniciantes, mas uma coisa mais vistosa, mais alta, com curvas e onde a vertigem aperta os garganetos quando estamos a subir no elevador, sobre as árvores e as rochas, no caminho para o topo. Claro que aquelas descidas metem medo como o raio... especialmente quando não se sabe virar a prancha para um dos lados.... Portanto, está-se mesmo a ver que resultado não foi muito brilhante, o stress foi muito, ainda me perdi pelos trilhos e tive de descer coisas complicadas, sempre para além do conforto que a minha habilidade actual no snowboard me poderia proporcionar. A coisa é díficil e é pena que não se possa praticar na santa terrinha... mas ora, há outras coisas...que venham as ondas!!


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E foi assim, um resumo dos meus últimos 5 dias. As fotos não são muitas nem são muito boas, não tive muito tempo para sair com a máquina, mas fica a ideia. A ideia que não fica é da o fascínio que o contraste de um sítio como este acaba por transmitir a um olhar mais destreinado. Esse fascínio guardo-o eu num outro álbum mais junto ao peito.


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quarta-feira, 27 de fevereiro de 2008

Dia 60(?) - I've Hurt Myself Today

O estado lastimável em que as minhas perninas e os meus bracinhos ficaram após a última segunda-feira fizeram-me lembrar a canção do senhor Cash... Ou numa versão mais para o sofridozeco rockeiro.
Claro que não há razão para tanto dramatismo. Aliás, não há razão para nenhum dramatismo. Foi o meu primeiro dia de snowboard e é claro que me tinha de magoar, cair com a fuça na neve, uma e outra e outra vez. Mas vale a pena comer neve, levar com as cadeiras do elevador no meio das costas (ninguém me explicou como se apanhava aquilo), calçar aquelas botas lunares e malcheirosas, arriscar os traumatismos múltiplos, subir colina acima, para deslizar colina abaixo. E digo-vos, desliza-se bem pela neve. E quando se consegue parar, ainda melhor! É um bom desafio tentar ir ficando melhor a cada descida que se faz.
Aqui o Cold Spring Harbor Laboratory organizou uma saídinha grátis para a neve para os empregados e suas famílias que quisessem fazer 3 horas de viagem para o Norte do estado de NY, até às montanhas de Cathills. Simpáticos estes senhores dos recursos humanos... Eu apanhei boleia de um colega meu, fiquei a dormir em Queens e levantámo-nos todos às 5 para lá chegar ainda com tempo. É sempre bom experimentar estas coisas com uma pedrada de sono em cima! no final, não obstante o estado lastimável, ainda apanhei um belo bronze!
Recomendo a todos os meninos e meninas que se aventurem pela neve. Para quem está pelas terras de Camões, mais vale dar um salto ao pé de Granada ou ficar quietinho à espera que o Verão a sério chegue para se vingarem no mar salgado. Para os restantes, espalhados em países mais fresquitos, experimentem, vão ver que vale a pena e não custa muito... tramado tramado, é mesmo levantar-mo-nos no dia seguinte.
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Dia 59 (se não me engano)

Há um livro do Boris Vian no qual o narrador da história começa muito bem a contar os dias do seu diário até que, à medida que o tempo vai passando, o desvario vai tomando conta do calendário. Eu acho que o último Domingo, 24 de Fevereiro de 2008 foi o 59º. Mas também pode ter sido Sábadingo, 36 de Ferevembro de 2008. Parvoíces à parte... Este Domingo fui ao MoMa e gostei muito. Há uns dias referi aqui que se tem de ir preparado para estes museus e que não às vezes não dá mesmo para aturar estes sítios. Retiro.

Retiro o que disse porque o MoMa é um museu divertido, cheio de coisas porreiras e com piada. Além do mais, está cheio daqueles quadros que a gente vê nos livros e fica babado quando eles aparecem à nossa frente. Vou lá voltar para ver melhor as coisas mais famosas, porque desta vez fui com o propósito de visitar uma exposição que se estreou naquele mesmo dia: Design and the Elastic Mind.

Recomendo que cliquem no link que vos deixei. A exposição está cheia de coisas "inovadoras", algumas parvas outras engraçadas, relativa a como o mundo do design vê a ciência a impulsionar os tempos próximos. Claro que eu agora, como ando armado em cromo da ciência, tinha de dar uma espreitadela. E foi uma barrigada de folia. Basta pesquisarem pelos projectos que estão online e ficam com um cheirinho. Há coisas no mínimo impressionantes....Entretanto a coisa começou a encher-se de gente, e lá tive de me ir embora, nem deu para ver muito mais da exposição permanente. Vi um piano a morrer. E vi também o vídeo do míudo na Bósnia a dar toques numa caveira. As coisas que por lá se encontram...

No mesmo dia ainda coube uma viagem clandestina pelo elevador panorâmico do hotel Marriot, até à vertigem do 45º andar, uns hot-dogs mesmo à NY, uma passeata pela Union Square e East Village e uma noite pernoitada em Queens. Foi um bom Domingo.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

Mais imagens de Chelsea




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quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Uma espreitadela


terça-feira, 19 de fevereiro de 2008

Dia 52 - Kosova! Parte 2

No meio disto tudo, há que admirar os Nova-Iorquinos. Não há muita coisa que pare esta cidade (excepto talvez um par de aviões...mas isso é passado) A vida continua, e este foi mais um dia de festa. Sempre que passo por aqui, lá está este senhor a tocar para comer. E hoje não foi excepção.


Claro que a manifestação de alegria não passou indiferente a TODOS os Nova-Iorquinos. Este deve ser um daqueles Veterans dos filmes, amargos, aleijados e alcoólicos. Parecia divertir-se com a festa. Eu também...

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Depois desta coisa do Kosovo é provável que venha aí confusão. A Sérvia não gostou nada, e a Rússia também se sente enxovalhada. Os USA deram o empurrão porque gostam muito da liberdade, e a Europa não sabe muito bem pra que lado irá pôr a burra a mijar. Eu cá, faço votos para que o país basco, a catalunha, a galiza, a sardenha, a irlanda do norte, a flandres, a valónia, a bretanha entre outros, sejam acolhidos também em breve como novos países da comunidade internacional (só para falar na europa). Bem vindos à liberdade. Há lugares para muitos mais países. Muitas mais nacionalidades e bandeiras e parlamentos e governos e leis e heróis e moedas e feriados e essas coisas que cada país tem de diferente. E se o Alberto João quiser, fale com os USA que pode ser que eles lhe façam um jeitinho, nem que seja para ganhar (maior) influência geopolítica no Atlântico, no corridinho e na poncha (para não falar no Cristiano Ronaldo).

Dia 52 - Kosova!

Se bem se lembram no dia anterior o plano original de acordar em NY foi gorado graças a um conflito informático com o hostelbookers.com. No entanto não desisti de passar parte do Domingo em NY. Acordei outra vez cedo, táxi, comboio, e NY. Fui à BH comprar umas coisas para a máquina, entrei nos armazéns da MACY's para ver alguma roupa e quando saía da minha fúria consumista de Domingo, ao longe na Time Square heis-que começo a ver umas bandeiras vermelhas, gritos, confusão... Comunistas!!! Não, com mais atenção topo que a bandeira vermelha tem uma águia preta com duas cabeças... Albânia?!... AH! KOSOVO! Pergunto... is it Kosovo? Yeah, Kosova, kosova!! Xiça, enquanto estava eu na boa a fazer compras o KOSOVO decide virar país? Começo a correr para o centro da Times Square e desato a tirar fotos. É uma coisa engraçada desta cidade. Se no meio do cú da Europa uma região qq decide ser independente há sempre umas quantas centenas de pessoas em NY que pertencem a esse país e que podem parar o trânsito em Times Square. Nunca pensei que houvesse tanto Kosovar em NY. Mas o que sei eu das coisas?!?... afinal NY é a capital do Mundo caramba! Quem precisa de Pristina quando se tem a Times Square!
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Bandeiras Albanesas e Americanas agitavam-se no ar. T-shirts diziam: Thank You USA! Como em qualquer grande berbicacho, os US of A tinham de estar metidos! O mister Peanut saúda todos independentistas pela liberdade e as suas jeitosas kosovaras!

Time Square foi invadida por uma parade de potentes carrões, com sérvios-albaneses=kosovares, com ar de mafiosos, mas com aquele jeito que parece que só os Europeus Orientais têem de estar na vida´. Diversão musculada e exuberante, frieza e brusquidão nos olhos e nos gestos. E claro, nesta ocasião, muita Alegria. Afinal de contas, o seu cantinho era agora um país, e as pessoas gostam de ter um país só para elas, autonomia e independência. Ah a Liberdade! Ah! as Bandeiras vermelhas! Ah a águia nas bandeiras vermelhas! Ah, quem me dera ver o Benfica campeão europeu antes de morrer!



Claro que a alegria balcânica choca com a paranóia Americana. A partir de certo momento a autoridade achou que os bárbaros kosovares não deviam ir no tejadilho. Claro que esta senhora acabou por gozar bem de alto com os polícias, disse-lhes que já tinha sobrevivido a muita coisa e que agora ia festejar como lhe apetecia. E lá continuou o carro com a menina no tejadilho, e os polícias yankees a coçar a cabeça!


No fundo, no fundo, acho que no Kosovo se vai viver muito bem. Pela amostra de carrões que estes senhores têem ao seu dispor, e pelo alto ratio grandes carrôes/pequenos carritos que vi na parade, imagino que no Kosovo a maior parte da população é constituída por oligarcas endinheirados.. (Ou isso ou estes são como os emigras de Paris de França que aparecem todos os Agostos pela terrinha de Portugal. Se calhar também em Portugal existem muitos mais oligarcas do que a gente pensa, e no fundo vive-se bem melhor do que parece!)

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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Dia 51 - MacBetha-mos!

Saído de Chelsea, decidi-me por ir ver Macbeth. O plano perfeito era ir ao BAM ver este Macbeth. Se clicaram, viram que o senhor que faz de Macbeth é nem mais nem menos que o Patrick Stewart ( e a sua careca). Aquilo parecia bastante impressionante e decerto era um deleite poder assistir a uma peça assim mas... desde o primeiro dia que o espectáculo está esgotado. Completamente. Com lugares a um mínimo de 40$ até 200 e tal ! Esta gente trata-se bem, e como eu não conheço bem as dinâmicas de NY, não reservei bilhete antes da estreia! Frustrado com isto, pensei, que se lixe a sobranceria da Broadway, vou para a Off-off-broadway ver este Macbeth e está o caso arrumado, que a coisa deve ser mais liberta, vou ver uma outra visão do clássico, o cartaz até nem é mau e tal... (tentava-me consolar).
No fim lá fui e bem... como explicar... Não sei, não sei explicar. Basicamente se eu tivesse reparado neste pequeno pormenor: Fight Choreography: Ryan Bartruff, acho que teria ido ao cinema. A encenação foi tão insípida, que a fight choreography foi mesmo a coisa mais bem feita. É o que dá Americanos a fazerem Macbeths. A coisa sai hollywoodesca, com drama/romance/acção e pouca inteligência. E como é off-off-broadway, nem os cenários se aproveitam! Digamos que enquanto no BAM se via uma coisa de jeito, estava eu sentado a ver o pior do Citac e do Teuc juntos (quem não sabe o que isto é, informe-se)!
Saído do teatro rumei até ao hostel que tinha reservado para passar a noite. Chegado lá, não tinham recebido a minha reserva, já não tinham acordo nenhum com o hostelbooker e estavam cheios. Resultado não tinha onde dormir. Ainda procurei por alguns lados e a resposta era sempre a mesma. Estava tudo cheio. Lá fui para casa, apanhar o comboio, esperar pelo táxi. Na Penn Station, e visto que tinha de esperar uma hora, comprei um Macbeth por 5 dólares. "Vamos lá a ver onde é que é que aqueles gajos espetaram o pé na poça... "
Soubera eu que não iria ter quarto, teria reservado um no Chelsea Hotel quando passei por lá , onde o Sid Vicious matou a namorada, e tantos outros apanharam borracheiras, esse lugar que me fez lembrar o Million Dollar Hotel com a Mila Jovovich a passear-se no corredor.
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